Fernando de Noronha como planejar sua viagem | 1001 Dicas de Viagem

Fernando de Noronha: Planejamento

Com apenas 26 Km², e localizada a pouco mais de 540 Km de Recife, a ilha de Fernando de Noronha foi descoberta em 1503 e colonizada por holandeses, franceses e portugueses – parte dessa história pode ser testemunhada em igrejas e fortes espalhados pelo território. Em 1988, o arquipélago foi declarado Parque Nacional Marinho, o que faz com que ainda hoje seja um dos cenários mais intocados do Brasil.

Conhecer o arquipélago é absolutamente apaixonante. Águas cristalinas que vão do azul ao verde-esmeralda, belíssimas praias e grandes rochedos compõem suas fascinantes paisagens. Embaixo d’água, você ainda cruza com uma fauna marinha difícil de encontrar em qualquer outro lugar do país.

Quem tiver a oportunidade de conhecer deve aproveitar o privilégio pelo máximo de noites que puder. Sem dúvida é um dos lugares mais incríveis que eu já fui!

Quando ir?

O ano todo! No entanto, para quem tem um orçamento mais apertado, nos meses entre maio e julho (baixa temporada), os valores na ilha costumam cair até 30% e é possível negociar descontos nas pousadas. O único problema é que justo nestes meses existe maior chance de chuva. Mais do que se preocupar com elas, no entanto, é importante levar em consideração às condições do mar. De abril à setembro, por exemplo, o Mar de Dentro (litoral voltado para o Brasil) têm as melhores condições de mergulho. O mês de setembro é conhecido como a temporada das águas calmas na ilha, onde o mar é mais convidativo para banho. Para quem quer surfar, porém, a temporada perfeita vai de dezembro à março.

Já a época ideal para observação de desova de ovos de tartarugas é de dezembro à agosto, com pico entre março e abril. Claro que isso também é bastante imprevisível – eu fiquei na ilha de dezembro à janeiro e só após 15 dias da minha partida (meio de janeiro) é que ocorreu a desova. 🙁 

Como chegar?

Há vôos diários saindo de Recife, pela Gol e pela Azul, e de Natal, apenas pela Azul. Antes de ir, é interessante combinar o traslado com a sua pousada (ou, se for alugar um buggy, já pegá-lo na chegada). Para os viajantes mais econômicos, também há a possibilidade de pedir carona na estrada (sim, eu fiz isso! E muito! Rs…).

Vale ressaltar que alguns trânsfers incluídos em pacotes podem fazer você perder a tarde toda em uma “palestra de introdução” (desculpa para vender passeios, claro!) e na distribuição das pessoas entre todas as pousadas da ilha.

É necessário pagar a taxa de preservação para entrar na Ilha?

Se tem um gasto que não vai dar para evitar é o pagamento de duas taxas cobradas aos visitantes:

(1) A Taxa de Preservação Ambiental – TPA que é obrigatória e tem um valor por dia e vai ficando salgada, a partir do 11º dia de viagem, de modo a desestimular permanências longas. Para agilizar seu desembarque no aeroporto, a dica é adiantar o pagamento da taxa com antecedência pelo site: http://www.noronha.pe.gov.br.

(2) Taxa referente ao ingresso ao Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, que é cobrada desde que a ilha passou a ser administrada pela concessionária Econoronha. Embora seja opcional, o ingresso dá direito a acessar alguns lugares indispensáveis da ilha como as praias do Sancho e do Atalaia, a Baía dos Porcos e ao embarque nos barcos que partem do Porto de Santo Antônio. Ou seja, já que você chegou até lá, não dá para economizar nesse quesito, né?

Onde ficar?

Esta é uma escolha que varia de acordo com os gostos/hábitos de cada um e, claro, de acordo com o orçamento de cada um. As pousadas mais recomendadas pelos viajantes, no entanto, são: Pousada Maravilha, a Pousada Zé Maria, a Pousada Triboju e a Ecopousada Teju-açu.

Já para àqueles que estão com o orçamento mais apertado (como geralmente é o meu caso) uma sugestão são os quartos alugados em residências familiares, ou também: a Casa do Henrique (tel.: 081-99557-9048); a Pousada Golfinho (tel.: 081-3619-1837); a Casa de Mirtes (tel.: 081-3619-1792); a Pousada Tubarão (tel.: 081-3619-1391); e a Casa da Albertina (tel.: 081-3619-1990).

Mergulho de Snorkel em Fernando de Noronha
Não esqueça de levar suas nadadeiras e snorkel para não gastar com aluguel. Foto: NiKi Verdot.

O que levar para Fernando de Noronha?

– Um tênis bem confortável para fazer trilhas;

– Nadadeiras e snorkel para não gastar com aluguel;

– Máquina fotográfica com protetor à prova d’água para não gastar com aluguel;

– Barrinhas de proteína, cereal, e alimentos não perecíveis, como nuts e frutas secas;

– Eu fiz tudo a pé ou de carona, mas quem preferir deve alugar um buggy antes de chegar na Ilha (para quem for no réveillon, pois os preços aumentam muito se deixar para última hora). Quem for fora de época é tranquilo alugar lá mesmo.

Como se locomover por Noronha?

Em Noronha dá para fazer tudo de buggy. A ilha é super pequena e as ruas para as praias são de terra, então o buggy é a melhor opção. Pedir táxi quando você está em alguma pousada é facil e eles vêm rápido, mas pedir em alguma praia é praticamente impossível.

A ilha conta também com uma linha de ônibus que vai da praia da Baía do Sueste até o Porto de Santo Antônio, com desvios na Vila do Trinta e na praia do Bode, sendo esta uma opção mais econômica. O ônibus pode ser excelente para quem passa pelo aeroporto, praia do Sancho e Mirante da Baía dos Porcos, Fortinho do Boldró, praias do Bode e do Americano, Cacimba do Padre, praia do Boldró, Projeto Tamar e ICMBIO, Floresta Velha e a Vila do Trinta (onde se concentram os mercadinhos, quitandas e a maioria das pousadas), Vila dos Remédios (onde se tem acesso às praias da Conceição, do Meio, do Cachorro e o Centro Histórico), e, finalmente, o Porto Santo Antônio, com acesso ao Buraco da Raquel e da Air France.

E claro, uma outra forma de locomover (e minha preferida em Noronha), é pedindo carona. Confesso que no começo achei estranho, mas depois vi que era comum e utilizei bastante este método. 🙂

Onde comer?

Quem estiver com um orçamento mais folgado vai poder se deliciar no famoso Festival Gastronômico da Pousada Zé Maria (ocorre toda quarta e sábado com buffet com mais de 40 tipos de pratos e 20 sobremesas), no restaurante do Museu do Tubarão (vale pena para comer os salgadinhos de tubarão e experimentar o bolinho de Tubalhau), além de muitos outros restaurantes maravilhosos da ilha.

Onde Comer em Fernando de Noronha
Aperitivinho no Museu do Tubarão. Foto: NiKi Verdot.

Para os viajantes que buscam economizar durante a viagem, o ideal é fazer suas refeições nos mesmos locais que os moradores da ilha frequentam, como o Restaurante Ousadia, o famoso “kilão” de Noronha com preço justo e comida muito gostosa; o Restaurante do Jacaré, em frente ao Palácio São Miguel (buffet livre); o Restaurante do Valdênio, na Vila do 30; no restaurante por quilo Flamboyant, localizado na Vila dos Remédios; ou ainda no Empório São Miguel, na praça Flamboyant, também na Vila dos Remédios.

O que fazer em Fernando de Noronha?

Para conferir tudo sobre as principais atrações de Noronha, confira nosso próximo post, clicando aqui!

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NiKi Verdot

NiKi Verdot, além de ser uma apaixonada pela vida, considera-se uma viciada em viagens. Mal acaba de chegar de uma e já está pensando nas próximas (no plural, é claro!). Tem o passaporte carimbado em 16 países (tendo passado por mais de 140 cidades) e adora compartilhar suas fotos, dicas e experiências, com o objetivo de ajudar a todos que, assim como ela, são viciados em viagens.

11 comentários em “Fernando de Noronha: Planejamento

  • 16 de agosto de 2017 em 08:07
    Permalink

    Niki, tive a oportunidade de conhecer Noronha e realmente é um destino incrível e inesquecível! Boas dicas, eu aluguei um Buggy e gostei da liberdade de ir e vir e realmente é muito fácil se locomover na ilha.

    Ainda que o lugar seja bem caro e o orçamento não estava tão folgado fizemos questão de conhecer o festival gastronômico do Zé Maria e recomendo MUITO essa experiência. Se conseguir ajustar dentro do orçamento, ainda que aperte um pouco é altamente recomendável e delicioso.

    Resposta
  • 16 de agosto de 2017 em 02:47
    Permalink

    O post tá super completo.. Também sempre tive vontade de ir em Noronha, mas sempre as passagens estavam caras. Que pena que vc perdeu por pouco a desova das tartarugas

    Resposta
  • 15 de agosto de 2017 em 10:34
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    QUERO MUUITO NORONHA! maaaas pra mim sempre sai muito cara a passagem até la, morar no sul tem suas desvantagens hauehaue e tem que calcular bem os gastos, sempre que visito uma ilha sai mais caro do que o esperado

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  • 14 de agosto de 2017 em 20:03
    Permalink

    Não vejo a hora de conhecer Fernando de Noronha, e não fazia ideia que existia uma taxa de preservação ambiental. Do Brasil só conheço Porto de Galinhas.

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  • 14 de agosto de 2017 em 08:28
    Permalink

    Fernando de Noronha é um sonho né! Sempre tivemos vontade de ir, mas por causa dos valores tão altos em tudo acabamos colocando na balança e dando preferência a outros locais que muitas vezes são tão bonitos quanto, mas que ainda são destinos não tão “endeusados” como Noronha, e por isso o custo benefício acaba sendo melhor (e que continue assim! hahaha). Mas mesmo assim um dia ainda quero visitar pq só de ver por fotos já fico encantada!

    Resposta
  • 13 de agosto de 2017 em 23:41
    Permalink

    Fernando de Noronha é um sonho que ainda vou realizar. Gostei bastante do teu post pq ele dá explicações bem práticas, e importantes, para os viajantes de baixo orçamento, categoria em que me enquadro. Um post pra salvar e utilizar quando eu for realizar esse sonho 😉

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  • 13 de agosto de 2017 em 17:29
    Permalink

    Acredita que ainda não conheço Fernando de Noronha? Mas ainda está no meu sonho de consumo e em breve estarei por lá…e suas dicas foram bastante valiosas. Obrigada por compartilhar. Bj.

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  • 13 de agosto de 2017 em 13:07
    Permalink

    Que lugar fantástico Niki, Fernando de Noronha é um sonho de viagem, e a cada leitura é fácil afirmar, quem sabe no futuro eu conheça essa ilha maravilhosa!

    Resposta
  • 13 de agosto de 2017 em 00:56
    Permalink

    Inegável que é um paraíso, sim. Mas fico triste em saber que um destino desses fica mais pros gringos e pras pessoas mais abastadas, do que para os viajantes de low cost do nosso próprio país. Sempre quis viajar, mas na maioria das vezes os valores não ajudam muito. Mas em breve quero muito conhecer! Muito obrigado pelas dicas!

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  • 12 de agosto de 2017 em 17:20
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    Pensa num sonho! É isso que Fernando de Noronha é pra mim: sonho! Adorei as dicas que você deu, principalmente pra economizar em uma viagem assim, que a gente sabe que sempre sai meio carinha, né?! ;)! Fiquei babando aqui com o aperitivinho do Museu do Tubarão. Hmmmm! Deu fome! Hehehe.

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  • 12 de agosto de 2017 em 10:02
    Permalink

    Oi Niki, tudo joia? Ótimas recomendações que você deixa aqui registrado sobre Noronha. Já visitei esse paraíso bem umas 6 vezes e certamente a época certeira pra viagem é entre o meio de agosto e o começo de outubro, putz o mar fica muito flat 😉 abração!

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