Um bom dia pra você também, estranho!

Brasileiros na França

Desde que resolvemos mudar para França, tivemos muitas batalhas para vencer antes de vir. E a realidade só veio à tona no momento da compra das passagens, antes disso era apenas um desejo-quase-certeza-absoluta de que iríamos morar em outro país.

Mas esse texto não é sobre as batalhas, mas sim, sobre um pequeno momento de satisfação e pequenas felicidades.

Apesar de passarmos algumas dificuldades burocráticas em um país que exige que tudo seja resolvido por carta, e algumas crises de ansiedade do tipo: “a gente só tem um mês no AirBnb, precisava ser mais rápido!”, tudo começou a entrar nos trilhos…resolvendo uma coisa de cada vez, ainda mais lembrando que a burocracia daqui as vezes é pior do que trancar matéria em faculdade, se você não passar da lição 101, você não pode seguir com as outras matérias.

E entre cada batalha vencida, cada documento adquirido…eu reparei pequenos detalhes do dia-a-dia em que chamavam a atenção. Uma delas foi receber “bom dia” e “boa noite” de pessoas que cruzava na rua. Totalmente aleatórias, nunca as tinha visto na história da humanidade… De repente: “Bom dia”!

A primeira reação era tentar lembrar se eu já conhecia, a segunda era pensar que me confundiram com alguem que eles conheceram e a terceira só veio quando outras pessoas repetiram o gesto, fazendo com que meu instinto de adaptabilidade ligasse e respondesse um “bom dia”, escapando um sorriso solitário e secreto a partir daquele dia em diante. Podem me chamar de louco, mas eu adoro isso.

Sempre achei estranho caminhos em direções opostas, onde olhares que se cruzam de duas a três vezes são dispersados pelo último olhar, quase lateral, dissipado quase que instantâneamente no momento em que o silêncio prevalesse.

Cidades grandes não permitem que isso aconteça. A impressão que dá, é que quanto maior a cidade, maior a distância entre as pessoas. Maior os elevadores se tornam e mais silêncios desconfortaveis existem. É uma fórmula onde a distância das pessoas é igual a área da cidade ao quadrado.

Não sei o tamanho da cidade o que faz com que as pessoas deixem de distribuir um agradável bom dia aleatório. Mas que é incrível quando se mora numa cidade onde se vive abaixo da linha do bom dia, ah isso é.

Maluco ou não, aleatório ou talvez, conhecido ou quem seja… Um bom dia pra você!

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André Polistchuck

André Polistchuck, geólogo de formação e apaixonado por tudo aquilo que a geologia engloba, embora nunca tenha sido fã de trabalhar na área. Entusiasta a sempre buscar o lado bom das coisas, aspirante a escritor mesmo sem ter publicado nada, amante de histórias de viajantes e do café. Já morou no Brasil, na Bélgica e na França. É daqueles que topa trabalhar com qualquer coisa para juntar um dinheirinho para viajar o máximo possível. Um verdadeiro colecionador de conhecimento e histórias de viagens.

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